segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Conto Curto

A decepção

Ele era lindo. Desde a primeira vez que o vi, me apaixonei. Poucos dias depois começamos a nos falar todos os dias no parque e a partir de então sonhava com seus beijos apaixonados todas as noites.
Até que enfim, em uma noite ele foi á minha cama e na hora "H", que decepção, o "amiguinho" nao subiu. Nunca mais nos falamos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Conto I - Realismo Fantástico

Esmeraldas

Cecília, a graciosa menina dos cabelos dourados, enrolados como caracóis, filha do Rei de Minas Trith, Estevão I, saltitava alegremente pelo bosque das esmeraldas, como todas as manhãs. Até que…

- Ei, psiu… menina! Uma voz fina e desconhecida exclamou.

Cecília assustada, quase tropeçou, parando de saltitar. Olhou em toda sua volta, não via ninguém.

- Eeei, não seja boba! Aqui! Ora… aqui em baixo!

Então a garota viu. Bem pertinho da terra, do lado de seus pés, uma figura pequena, de olhos grandes em relação ao rosto, olhos azuis como o céu, vestindo um chapéu pontudo e vermelho. Cecília agachou para ver mais de perto, mesmo sabendo que não o devia.

- Não se preocupe, eu não mordo! Disse sorrindo maliciosamente o pequeno ser. Muito prazer, sou Bilbo.

A menina nada respondeu, apenas continuava a mirar curiosa, porém, receosa, o pequeno.

- Ok… já percebi que não quer se apresentar. Mas tudo bem, sei que és Cecília, a princesa de Minas Trith. Certo? Indagou Bilbo, sorrindo para a garota.

- Errr… como você sabe?! Perguntou confusa a menina, parecendo se assustar com a própria voz.

- HAHAHAHA. Gargalhou o pequeno. É mais fácil perguntar quem NÃO sabe quem é você, né menina!

Cecília corou, sorrindo.

- O que fazes aqui pelo bosque das esmeraldas? Perguntou Bilbo.

- Passo por aqui todas as manhãs. Gosto de ver todo esse colorido, amo a natureza! Respondeu alegremente Cecília, agora um pouco mais a vontade, sentando-se na grama do bosque.

- Engraçado, nunca tinha a visto por aqui! Exclamou Bilbo sem expressão.

- Bom, você não habita essas terras, né? Este não é seu lugar… Disse timidamente a garota.

- O que?! Disse Bilso surpreso, quase gritando. Nós duendes amamos o bosque das esmeraldas!

Ao ouvir a palavra ‘duendes’ Cecília tremeu, erguendo-se subitamente.

- Ei, qual é o problema? Perguntou Bilbo mirando a garota.

- Eu… eu não devia estar falando com você! Duendes são criaturas loucas, meus pais dizem para eu nunca falar com um de vocês! Exclamou Cecília. Sabia que isso estava errado…

Murmurava para si mesmo agora.

- HAHAHAHA. Gargalhou novamente Bilbo, deixando a menina surpresa. Sempre essas besteiras, estamos acostumados! Venha, vou te mostrar onde vivo junto com os outros de minha espécie, e irá entender que de louco não temos nada! Disse Bilbo animado, gesticulando para Cecília o seguir.

A menina nem se moveu.

- Anda, prometo que vai gostar! É aqui perto, aqui mesmo no bosque das esmeraldas, o qual você tanto gosta! Vamos!

Curiosamente, Cecília resolveu seguir Bilbo sem mais titubear, talvez tenha sido intuição, ou vontade do desconhecido.

Depois de algumas horas animadas de caminhada e muita conversa, a menina chegou em um lugar que nunca havia ido, apesar de saltitar todos os dias naquele bosque.

- UAU! Exclamou.

- Bem vinda a Duenland! Disse sorridente Bilbo.

Em meio a árvores de esmeraldas roxas e verdes, uma colônia gigantesca, uma verdadeira cidade de duendes se mostrava. Eram muitos, mas muitos homenzinhos pequeninos, de várias cores diferentes de chapéus, roxos, amarelos, vermelhos, azuis, mas o que era em comum em todos eles, era o grande sorriso estampado no rosto.

- Bom, já que você está aqui, terá que experimentar o drink de boas-vindas da Duenland! Exclamou Bilbo trocando olhares com um duende de barba ruivo e chapéu verde, próximo a ele.

- Que? Que drink? Perguntou Cecília, atrapalhada, ainda contagiada e surpresa com o que via. Muitos duendes sorriam para ela, freneticamente, como se fossem velhos conhecidos.

- Você verá. Dasco já está trazendo.

- Das… que?

Nem deu tempo de Cecília terminar. Em sua direção, carregado por no mínimo 15 duendes, chegou um cálice, coberto por esmeraldas vermelhas. Bilbo, foi direto a 3 duendes que acompanhavam os outros que carregavam o cálice, deles pegou um grande cogumelo vermelho com pintinhas brancas. Subiu encima dos colegas, que fizeram uma espécie de escadinha com os próprios corpos, e picou– com uma força que não parecia existir dentro aquele corpinho – o cogumelo no cálice. Bilbo virou-se em direção à Cecília.

- Tome! É seu.

Tomada por uma onde inexplicável de curiosidade e sorrisos por toda a parte, Cecília nem hesitou. Tomou em um gole só. Bilbo sorriu e essa foi a última cena que a garota viu antes de entrar num mundo mágico, onde as esmeraldas eram ainda mais coloridas, os sorrisos mais efusivos, o ar mais fresco…

Dois incríveis dias se passaram em Duenland, até que Cecília se deu conta que estava escurecendo. Virou-se para Bilbo e os outros pequeninos e se despediu, com lágrimas nos olhos de ter que ir embora.

Todos se despediram alegremente da garota, que prometeu voltar assim que possível. Ao seu último vislumbre dos cachos dourados desaparecer, Bilbo virou para seus companheiros e disse sorrindo:

- Podemos até ser loucos sim! Mas somos felizes.

Todos gargalharam até o sol se pôr.